Livro AMOR e ÓDIO


Após um ano de muito trabalho, nada mais justo do que uns dias de merecidas férias. Assim pensou a linda jovem Alva Ward, quando resolveu embarcar no luxuoso navio italiano Imperatore, para um prazeroso cruzeiro pela costa brasileira.

Um grupo de estudantes faz o mesmo cruzeiro para comemorar sua formatura. Quando partiram não poderiam imaginar que dois deles não voltariam para casa. Mas quem estaria por trás dos misteriosos assassinatos?

Em meio a uma acalorada disputa travada entre o Oficial de Segurança do navio e o Tenente Raí Duran da Divisão de Homicídios da Polícia do Rio de Janeiro, a jovem Alva Ward vê-se colocada ao mesmo tempo nos papeis de suspeita pelos assassinatos e de chave na solução dos mesmos.

Em qual papel ela se sairá melhor? Para saber, só mesmo embarcando no navio Imperatore juntamente com os personagens de Amor e Ódio.



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PRIMEIRO CAPÍTULO
(DIREITOS AUTORAIS REGISTRADOS NA BIBLIOTECA NACIONAL)


      Como em todos os anos, a temperatura na cidade praiana de Santos, no litoral paulista, estava muito agradável naquele outono. Nessa época do ano, os dias ensolarados, com poucas nuvens no céu e com temperatura amena, convidam as pessoas para longas caminhadas nos bem cuidados calçadões ajardinados que separam a praia da Avenida Presidente Wilson.
      Já passava das quatro horas da tarde no último domingo do mês de maio e a praia ainda estava repleta, tanto de moradores locais, como de turistas paulistanos, que costumam fazer a pequena viagem de cerca de oitenta quilômetros e descer a serra para passar o fim de semana no litoral.
      Grupos de homens formando times uniformizados começavam a montar as traves para as costumeiras e acaloradas partidas de futebol, que seriam disputadas dentro de poucos minutos nas areias das praias da cidade que, por muitos anos, havia sido palco do maior jogador de futebol do mundo de todos os tempos.  
      Até onde se podia ver, o ambiente geral na praia e no calçadão estava bastante descontraído. Sorridentes, as pessoas externavam toda sua alegria.
      Contudo, do outro lado da Avenida Presidente Wilson, o dia estava menos ensolarado dentro de um bonito apartamento de frente para o mar, na Praia do Gonzaga.
Com persianas verticais completamente fechadas, para que nem as gaivotas pudessem vê-los através das janelas, e praticamente sussurrando para que ninguém pudesse escutá-los, os dois continuavam a arquitetar seu plano, sentados frente a frente à mesa da sala de jantar.
     - Você tem certeza de que devemos seguir por esse caminho? Para mim, isso parece bastante arriscado. Talvez exista alguma outra forma de fazermos as coisas sem nos expormos tanto – dizia um deles, preocupado.
     - Não estou gostando nada dessa sua reação. O que foi, ficou com medo? Já sei. Você está querendo desistir.
     - Não é nada disso. Eu não estou com medo e nem querendo desistir, é só que...
     - O que é então? Já vai querer inventar uma desculpa qualquer? O que está me parecendo é que você ficou com medo mesmo! O que deu em você de repente? Até ontem, você falava em matar com a maior certeza. Por você, nós já teríamos feito esse serviço há tempos. Ontem mesmo você queria liquidar tudo e fui eu quem tirou isso da sua cabeça.
     - Eu sei, mas é que...
     - E hoje você me vem com essa conversinha de não se expor! Não estou te entendendo. Afinal, você está comigo nessa ou não?
     - Foi só um comentário. Deixa pra lá.
     - Foi um comentário infeliz. Se for para levar o plano adiante, eu não quero ter como parceiro alguém que vai tremer na última hora. Se você não quiser mais ir em frente, pode deixar por minha conta. Eu dou um jeito de arranjar outro parceiro. É só você me falar. Por mim não tem problema. Você é quem sabe.
     - Não! Tudo bem. Vamos em frente.
     - Sem mais tremedeiras e comentários infelizes?
     - Só quero dizer mais uma coisa.
     - Mais uma coisa? Desse jeito daqui a pouco quem vai querer desistir sou eu.
     - Só quero dizer que eu não estou muito seguro por causa do método que você quer usar. Eu prefiro um método mais direto. Essa história de usar veneno é que não está me agradando muito.
     - Não existe nada mais seguro do que usarmos veneno. Vai por mim. Você está ficando preocupado à toa. É só não se afobar que vai dar tudo certo. Com calma, nós vamos encontrar a ocasião perfeita e não vamos deixar nenhum vestígio. Não fique ansioso.
     - Tenho receio de que o veneno demore pra fazer efeito e acabe não matando.
     - Viu só? Você já está fazendo outro comentário infeliz. Você tem a mente muito fraca! Tem atitudes de perdedor. Você precisa mudar essas suas atitudes. Desse jeito não vai dar. Para ser vencedor, ao invés de falar dessa forma negativista, você tem que colocar as coisas de uma forma mais positiva, mais firme. Ao invés de dizer “tenho receio de que o veneno demore, blá, blá, blá,...”, você deveria ter dito, por exemplo, “vamos nos assegurar de que o efeito do veneno seja rápido”. Percebeu a diferença?
     - OK, tudo bem, foi só o jeito de falar. Mas me diga, você também não tem esse receio? Como podemos nos assegurar de que o efeito seja rápido?
     - Eu garanto. Pode ficar tranquilo.
     - Não estou nada tranquilo. Quero saber como exatamente vamos nos assegurar.
     - Você já ouviu falar de cianureto?
     - Já ouvi falar algumas vezes, mas e daí?
     - Daí que uma dose mínima, de meio miligrama, já é suficiente para matar um adulto instantaneamente. Meio miligrama a gente pode colocar em qualquer lugar. Isso é seguro o suficiente para você?
     - Só meio miligrama?
     - Isso mesmo. Viu? Vai ser fácil e vai ser muito rápido. Ficou mais tranquilo agora?
     - Um pouco.
     - O que mais você quer? Mais tranquilo do que isso, só se for roubar pirulito de criança.
     - Acho que eu vou ficar mais tranquilo quando souber onde, quando e como nós vamos fazer o veneno ser ingerido.
     - Bem, você já sabe que aquela turma de idiotas vai estar toda junta em um cruzeiro no final deste ano. Acho que o navio vai ser o melhor lugar para levarmos nosso plano a cabo. Todos vão estar bem descontraídos e distraídos e isso vai facilitar nosso trabalho. Isso define o “quando” e o “onde”.
     - E o “como”?
     - O “como”, nós vamos começar a definir agora. Uma coisa é certa: este vai ser o crime mais perfeito cometido em todo o mundo.
 

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